domingo, 24 de outubro de 2021

Historia da Revolução Soviética

 

No século XIX, a Rússia juntamente com a Inglaterra, a França, a Alemanha e a Áustria, era uma das maiores potências europeias, porém enquanto os outros países faziam reformas e se industrializavam, a Rússia não se modernizava, mantendo-se agrícola.

O país era governado pelo Czar (Imperador), que tinha poder absoluto, ou seja, todos estavam submetidos a ele, inclusive a Igreja Católica Ortodoxa.

Em 1904 a Rússia envolveu-se numa guerra contra o Japão. Este conflito desorganizou a economia piorando a situação dos operários e camponeses. A humilhação da derrota acirrou os ânimos contra o czar. No ano seguinte, os habitantes saíram em uma manifestação a fim de entregar um abaixo-assinado ao Imperador pedindo melhoras nas condições de vida e a instalação de um parlamento. O czar Nicolau II respondeu com um massacre promovido por suas tropas, aumentando ainda mais a revolta do povo (o domingo sangrento).

Apesar de tudo, ele fez algumas concessões e dentre elas estava a instalação do parlamento (Duma).

Grande parte da oposição era socialista e se baseava nas ideias de Karl Marx, eles acreditavam que todos os problemas do país só acabariam se o capitalismo fosse abolido e o comunismo fosse implantado.

Os comunistas se dividiam em dois grupos: Bolcheviques e Mencheviques.

- Bolcheviques: queriam derrubar o czarismo pela força, eram liderados por Lenine.

- Mencheviques: propunham a implantação do socialismo através de reformas moderadas.

Com o advento da Primeira Grande Guerra (1914) o povo russo se sentiu na obrigação de lutar, porém o combate trouxe algumas consequências:

- Desorganização da economia

- Fome, pobreza e racionamento

- Saques e protestos contra o czar

- Renúncia do czar em 1917 pela revolução burguesa que ocorreu em fevereiro de 1917.

A deposição do Imperador não trouxe tranquilidade aos russos, pelo contrário, o conflito passou a se dar entre os elementos da oposição.

Com a queda do Czar, o governo provisório (cujos membros se identificavam com os interesses da burguesia russa) assumiu o poder. Esse governo adotou algumas medidas, como:

- Libertação de para presos políticos

- Liberdade de imprensa

- Redução da jornada de trabalho para 8h.

Estas medidas agradaram à burguesia, mas os camponeses (queriam terras) e operários (queriam melhores salários) não gostaram.

Os bolcheviques, aos poucos, se tornaram os porta-vozes de todas essas reivindicações.Os sovietes eram organizações políticas que nasceram no seio das camadas populares e representavam os interesses dos trabalhadores

Lenine apoiado pelos sovietes e por uma milícia popular conquista a capital obrigando o governo provisório a renunciar e assumindo o governo em outubro 1917. Eles acreditavam que só o comunismo poderia trazer felicidade para os russos. No poder, eles tentaram realizar e criar uma sociedade onde todos fossem iguais e livres.

Para realizar esse sonho, foram tomadas várias medidas:

- As terras da Igreja, nobreza e burguesia foram desapropriadas e distribuídas aos camponeses

- Quase tudo se tornou propriedade do estado (fábricas, lojas, diversões, bancos,etc)

A ideia dessas medidas era criar igualdade entre os homens, pois, segundo o Marxismo, sem propriedade não haveria exploradores e explorados.

Várias foram as dificuldades que surgiram durante o governo e o novo regime se tornava mais autoritário, distanciando cada vez mais o sonho de criar uma sociedade onde todos fossem livres e iguais.

Logo após a vitória bolchevique de outubro de 1917, iniciou-se na Rússia uma Guerra Civil, que durou de 1918 a 1921. As forças ligadas ao antigo regime czarista reuniram-se no Exército Branco. Conseguiram ainda apoio de potências capitalistas ocidentais para tentar derrubar o nascente poder soviético, porém o exercito Vermelho (comunista) venceu .

A guerra civil deixou o pais arruinado. Em 1921 foi permitido ao povo a abertura de pequenos negócios, pois a sociedade precisava ser estimulada. Os camponeses voltaram a produzir para vender no mercado e as grandes empresas estatais passaram a considerar as necessidades de consumo do povo. Esta série de medidas ficou conhecida como Nova Política Econômica (NEP) e teve resultados satisfatórios no campo económico, porém no campo social não foi tão bom assim. Em termos políticos o poder ficou nas mãos do Partido Comunista. Outros partidos (inclusive os demais partidos comunistas) e os sindicatos foram proibidos de funcionar.

Após a morte de Lenine, Trotsky (chefe do exército) e Estaline foram os dois líderes que disputaram o poder, o segundo saiu vencedor e instalou uma ditadura.

 

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/historia/revolucao-russa



sábado, 2 de outubro de 2021

A 1ª República Portuguesa (1910-26)








 

Primeira República


A implantação da República é resultante de um longo processo de mutação política, social e mental, onde merecem um lugar de destaque os defensores da ideologia republicana, que conduziram à formação do Partido Republicano Português (PRP), no final do século XIX.
O Ultimato inglês, de 11 de janeiro de 1890, e a atitude da monarquia portuguesa perante este ato precipitaram o desenvolvimento deste partido no nosso país.
A revolução republicana iniciou-se em Lisboa na madrugada do dia 4 de Outubro de 1910. O movimento revolucionário partiu de pequenos grupos de conspiradores – membros do exército e da marinha (oficiais e sargentos), alguns dirigentes civis e grande número de populares armados.

A revolução apoiava-se na revolta dos principais quartéis de marinheiros da capital (o Quartel de Marinheiros em Alcântara e o Arsenal de Marinha, à Praça do Município), de três vasos de guerra fundeados  no Tejo (Adamastor, São Rafael e, posteriormente, o cruzador Dom Carlos, navio almirante) de duas unidades do Exército (Infantaria 16 em Campo de Ourique e Artilharia 1 em Campolide) na ação de milhares de civis da carbonária, indispensáveis ao controlo da cidade de Lisboa, sabotando  as comunicações dos comandos monárquicos, emboscando as tropas fiéis nas ruas. 
Os acontecimentos revolucionários concentraram-se, assim, em dois teatros principais. Na Rotunda, onde, após vários confrontos com a Guarda Municipal, os revoltosos se barricaram na madrugada de 4 de Outubro, a que, sob o fogo de Artilharia I e das cargas da Guarda Municipal, se foram juntando milhares de civis e de militares desertores sob o comando do membro da Carbonária, comissário naval Machado dos Santos. Os revoltosos resistiram às tropas fiéis à monarquia, comandadas a partir do Quartel do Carmo, aonde, no dia 5 de manhã, Machado dos Santos se dirigiu para aceitar a rendição do Alto-Comando monárquico. O segundo teatro foi o da linha do Tejo, em articulação com o Quartel de Marinheiros, e mais tarde com o Arsenal de Marinha. Não tendo conseguido, no dia 4, ocupar o Palácio das Necessidades, os revoltosos, com o apoio da artilharia civil da carbonária nas ruas do bairro, combateram as forças militares fiéis à monarquia até que os navios Adamastor e São Rafael bombardearam  o Palácio Real das Necessidades, pondo em fuga a família real, primeiro para Mafra, depois, no dia 5 de Outubro, com destino a Gibraltar, embarcando na praia da Ericeira.
O período de vigência da Primeira República vai de 1910 a 1926. O grande fator do insucesso da República foi, sem dúvida, a conjuntura internacional pouco favorável decorrente de todas as crises provocadas pela Primeira Grande Guerra. Não teve tempo de fortalecer as suas bases, o que a impediu de crescer.
As melhorias introduzidas nos diversos quadrantes da economia do país desde 1923, resultantes do avanço proporcionado pela industrialização e alfabetização, perspetivavam uma continuidade do regime republicano, mas tal não aconteceu. O grupo dos descontentes com a nova situação era grande: a igreja estava desejosa de regressar ao seu poder anterior; o exército e os funcionários públicos viram dificultado o seu poder de compra;  os operários desejavam ver cumpridas as suas reivindicações e todos estavam cansados das lutas partidárias e de uma república inoperante receando a anarquia.
A queda da Primeira República consumou-se entre 28 e 31 de maio de 1926 pela mão do general Gomes da Costa. Este revoltou-se em Braga no dia 28 e marchou para Lisboa com a adesão do exército. O Governo demitiu-se a 30 de maio e logo no dia seguinte o presidente da República também se demitia fazendo com que a revolução saísse vitoriosa.









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